Treinar na Menopausa

Menopausa: Quando o Corpo Muda, o Treino Também

Há fases da vida em que o corpo responde de forma diferente ao que sempre fizemos.
O treino que antes resultava pode deixar de trazer os mesmos efeitos — e, por vezes, passa até a gerar mais cansaço do que benefício.

Na menopausa, isso não é sinal de fraqueza.
É sinal de mudança.

E quando o corpo muda, o treino também precisa de mudar.

Menos hormonas, mais necessidade de estratégia

A diminuição dos estrogénios influencia diretamente a forma como o corpo lida com o esforço, a recuperação e o stress. O metabolismo torna-se menos eficiente, a perda de massa muscular acelera e o sistema nervoso pode ficar mais sensível.

Continuar a treinar da mesma forma, sem ajustes, pode aumentar fadiga, dores e frustração.
Não porque o corpo “já não consegue”, mas porque precisa de outro tipo de estímulo.

Treinar mais deixa de ser a solução

Uma das armadilhas mais comuns nesta fase é tentar compensar com mais intensidade ou mais volume. Mais cardio, mais treinos, menos descanso.

Mas o corpo em menopausa responde melhor a treinos bem doseados, consistentes e pensados para apoiar — e não sobrecarregar — o sistema nervoso.

O foco passa de quantidade para qualidade.

Força como base

O treino de força ganha um papel central. É ele que ajuda a preservar músculo, proteger os ossos, melhorar a postura e manter autonomia ao longo do tempo.
Quando bem orientado, o treino de força não gera rigidez nem volume excessivo. Gera confiança no movimento, estabilidade e sensação de controlo sobre o corpo.

É um investimento em saúde presente e futura.

Mobilidade, controlo e consciência corporal

Com as alterações hormonais, é comum surgir maior sensibilidade articular ou sensação de rigidez. Por isso, trabalhar mobilidade, controlo e coordenação torna-se essencial.

Práticas como o Pilates e o Treino Funcional ajudam o corpo a mover-se melhor, com menos tensão e maior eficiência.

Recuperação: o pilar muitas vezes esquecido

Nesta fase, recuperar bem deixa de ser um extra — passa a ser parte do treino. Sono, pausas, gestão de stress e dias de menor intensidade fazem toda a diferença na forma como o corpo responde.

Respeitar o tempo de recuperação é o que permite consistência sem exaustão.

Cada corpo, uma estratégia personalizada

A menopausa não é vivida de forma igual por todas as mulheres. Por isso, o acompanhamento profissional é essencial. Avaliar, adaptar e ajustar o treino ao momento certo evita frustração e maximiza resultados.

No Welvy, o movimento é pensado como parte de uma estratégia integrada de saúde.

Uma nova fase pede um novo olhar

Quando o corpo muda, insistir no mesmo caminho raramente funciona.
Adaptar o treino é um gesto de inteligência e autocuidado.

A menopausa pode ser o início de uma relação mais consciente, forte e equilibrada com o movimento.

No Welvy, ajudamos a construir esse caminho — com estratégia, acompanhamento e respeito pelo corpo real.

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